6 de fev. de 2015


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Forte abraço
Clarice Menezes

26 de jan. de 2015

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Quarta-feira, 23/11/2011

Língua Portuguesa, Crítica e Tecnologia com Rio: o Filme.

Tags: 3ªcre, artesvisuais, blogsderioeducadores, protagonismojuvenil.



Conheça os Projetos Bairros do Rio e O Filme na Sala de Aula - ambos com crítica da Profª Clarice Menezes - realizados com os alunos do 9º ano da E.M. Francisco Jobim

 

Os projetos começaram a partir do trabalho com o caderno pedagógico de Língua Portuguesa do 9º ano/3º Bimestre. Os textos trabalhados no caderno tinham como tema a cidade do Rio de Janeiro e o filme de animação Rio. 

O projeto iniciou-se com a exibição do filme para os alunos do 9º ano. Logo depois, a profª Clarice propôs uma pesquisa histórica sobre os bairros do Rio de Janeiro. A professora também tem formação em Teoria da Arte e Publicidade o que possibilitou o encaminhamento do projeto para a apresentação em vídeo.


A turma foi dividida em cinco grupos liderados por alunos que tinham conhecimento de um programa para edição de vídeos. Os alunos ficaram empolgados em seguir os passos do cineasta Carlos Saldanha, brasileiro que dirigiu o filme Rio. A pesquisa foi bem abrangente. Os alunos buscaram por músicas, fotos antigas e recentes dos bairros pesquisados. Elaboraram o roteiro dos vídeos e trabalharam com os netbooks do kit da Educopédia para a edição final.

Segundo palavras da Profª Clarice: " Tínhamos a internet em pleno funcionamento na escola, e eu não ia desperdiçar a chance de construir com eles um trabalho digital. No final, deu tudo certo! Os alunos ficaram muito satisfeitos com os resultados e encantados em trabalhar com o que mais gostam: tecnologia e internet. Para mim, foi uma experiência gratificante. Pude orientá-los explorando novos territórios além de aprender e trocar muito com os meus alunos."

O trabalho realizado dá conta da revolução que acontece em nossa sociedade e que está em pleno andamento na educação carioca. Agora confira o vídeo dos alunos sobre o Méier, um dos bairros atendidos pela 3ª CRE e que abriga a E.M. Francisco Jobim.


Projeto o Filme na Sala de Aula


Ainda a partir do filme Rio e das atividades propostas nos cadernos pedagógicos, também foi desenvolvido um trabalho de crítica do filme. Aproveitando que os alunos tiveram acesso a várias produções midiáticas que abordaram e esclareceram questões sobre a obra de Carlos Saldanha, foi possível lançá-los ao desafio de escrever suas próprias críticas sobre o filme.


Eles assistiram a entrevistas, a um making of da animação e leram algumas críticas para familiarizarem-se com o gênero. " Após conversarmos sobre tudo o que vimos, propus aos alunos que redigissem suas próprias críticas e, já que estavam munidos de bastante informação, agora poderiam deixar suas impressões sobre o que fora estudado, desempenhando o papel de críticos de cinema." - conta a profª Clarice.


Nos textos, podemos perceber o interesse dos alunos em analisar o vídeo não só no aspecto gráfico. A temática e a sonografia não passam despercebidos e este cuidado também transpareceu no vídeo produzido pela turma.


Estas e outras atividades da Profª Clarice Menezes estão em seu blog Memória de Trabalho. A abordagem artística está sempre. A postagem mais recente trabalha a produção textual a partir de telas de pintores consagrados ( Contos de Tela). Passe por lá, confira e deixe um comentário.


Gostou da atividade? Fez algo parecido na escola? É professor e tem blog? Procure orepresentante da sua CRE e divulgue. Estamos aguardando seu contato.

                                                                             



27 de nov. de 2014



Como incentivar a leitura e a escrita
no ensino fundamental produzindo vídeos?


DICA 1

Para incentivar meus alunos a ler e a escrever, produzíamos textos coletivos ou individuais e depois cada um lia um. Só que eu fazia uma coisa de que eles gostavam MUITO: eu gravava a leitura deles e depois produzia um vídeo com essa narrativa para que eles pudessem se ouvir lendo e pudessem aprimorar a leitura. 

Bons tempos! Aprendi muito!
 Esse fez parte do Projeto Recriando Van Gogh e a Karol fez a narração!


Confiram!





A pesquisa de imagens foi feita com os alunos ao longo do projeto. 

 Os trabalhos realizados por eles foram fotografados e utilizados na montagem do vídeo. 

19 de set. de 2014

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Clarice Menezes







8 de set. de 2014

SENATED




O SENATED é evento online e gratuito organizado pela

professora Cristiane Mendes, de governador Valadares, 

e tem a participação de mais de 20 profissionais 

 especialistas de todo o Brasil, reunidos para oferecer 

ideias, estratégias e recursos para que os professores 

possam integrar tecnologias na educação.


Confira toda a programação e inscreva-se no portal do

 evento cadastrando seu email.


http://www.senated.com.br/




A minha palestra ocorrerá no dia 19 de setembro,
às 10 horas.
Espero vocês lá!



Aproveito para deixar aqui algumas sugestões 
de links interessantes para serem utilizados nas aulas.

Espero que gostem.
Aproveitem!

Sugestões de links educacionais:

Para criar um blog, passo a passo:

Para objetos digitais de aprendizagem:

Para aulas digitais:

Para vídeos educacionais e vídeo-aulas:

Para animações:

Para planos de aulas:


Para produzir vídeos:


Sites para pesquisa escolar:






UM APÓLOGO

Estudo do texto
(2° conto de Machado de Assis)




Leia o texto e responda as questões.



Um Apólogo
Machado de Assis

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.
Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias".



QUESTÕES:

1- O QUE É UM APÓLOGO? CONSULTE O DICIONÁRIO. DE ACORDO COM O SIGNIFICADO DADO À PALAVRA, VOCÊ CONHECE ALGUM OUTRO APÓLOGO? QUAL?

2- RELACIONE AS COLUNAS, USE O DICIONÁRIO, SE NECESSÁRIO.

A- SUBALTERNO        (    ) CÃO PERNALTO E ESGUIO PRÓPRIO PARA A CAÇA DE LEBRES,É O                                                 MAIS RÁPIDO DOS CÃES;
B- OBSCURO              (    ) COSTURO;
C- ÍNFIMO                   (    ) AQUELES QUE ABREM CAMINHO;
D- COSER                   (    )DE QUALIDADE MÉDIA OU INFERIOR, VULGAR, COMUM
E- GALGO                   (    ) MUITO PEQUENO,INFERIOR, VULGAR,O MAIS BAIXO DE TODOS;
F- MELANCOLIA         (    ) SUBORDINADO, INFERIOR, SECUNDÁRIO;
G- ALTIVA                    (    ) ORGULHOSO, ARROGANTE, VAIDOSO;
H- BATEDORES          (    ) ABATIMENTO, DESÂNIMO, TRISTEZA;
I- ORDINÁRIA              (    )SOMBRIO, POUCO CONHECIDO,INDECIFRÁVEL.

3- DE ACORDO COM O TEXTO, O QUE SIGNIFICA: “DAR FEIÇÃO AOS BABADOS”?

4- QUAL O TEMA DISCUTIDO NO TEXTO? ASSINALE A(S) ALTERNATIVA(S) CORRETA(S).
(    ) A VAIDADE;   
(    ) A HUMILDADE;  
(    ) A MODÉSTIA; 
(    ) A BONDADE;  
(    ) A SIMPLICIDADE;  
(    ) EGOÍSMO; 
(    ) O ORGULHO;
(    ) A PREPOTÊNCIA.

5-  DEPOIS DE RELER O TEXTO ATENTAMENTE, DIGA:
A-  QUE TIPO DE NARRADOR O TEXTO APRESENTA? 
B- ESPAÇO TEMPORAL ( QUANDO):
C- PERSONAGENS: 
D- ESPAÇO FÍSICO (ONDE):
E- FOI UTILIZADO O DISCURSO DIRETO? COMPROVE. 

6- DE ACORDO COM O TEXTO, QUEM ERA ORGULHOSA E POR QUE O ERA?

7- “SILENCIOSA E ALTIVA” SÃO QUALIDADES ATRIBUÍDAS A QUEM?

8- HÁ, NO TEXTO, USO DE VOCATIVO? COMPROVE SUA RESPOSTA COM UM TRECHO DO TEXTO, CASO SUA RESPOSTA SEJA POSITIVA.

9- RETIRE DO TEXTO, A ONOMATOPEIA UTILIZADA PELO AUTOR E DIGA O QUE ELA ESTÁ REPRESENTANDO.

10- IDENTIFIQUE:
A-  A PERSONAGEM QUE JULGA O TRABALHO IMPORTANTE, POIS É NELE QUE ESTÁ O SENTIDO DE SUA VIDA:
B- A PERSONAGEM CUJO INTERESSE É O RESULTADO DO TRABALHO, OS ELOGIOS, FESTAS, O GLAMOUR:
C- PERSONAGEM QUE SE AUTO AFIRMA INTELIGENTE:

11- QUANTO AO “PROFESSOR DE MELANCOLIA”, PODEMOS CONCLUIR QUE ELE:
(    ) ESTAVA SEMPRE SE DANDO MAL; 
(    ) QUE ERA FREQUENTEMENTE PASSADO PARA TRÁS;   
(    ) SENTIA-SE INJUSTIÇADO;  
(    ) RECEBIA O RECONHECIMENTO QUE JULGAVA MERECER; 
(    ) ERA FELIZ PORQUE TINHA SEU TRABALHO VALORIZADO.

12- EXPLIQUE O QUE SIGNIFICA “SERVIR DE AGULHA PARA MUITA LINHA ORDINÁRIA”?



Editado do http://odemartins.blogspot.com.br/2013/07/apologo-machado-de-assis-atividades.html